São Paulo, 17 de abril de 2014 Nº: última edição      Ano 50 INFORME PUBLICITÁRIO
EDIÇÃO ESPECIAL - FAROESTE CABOCLO    |    QUEM NÃO COMPARTILHA CAI O BILAU:




Jornalistas que ajudaram a construir o NP também ajudaram a lançar o filme Faroeste Caboclo. O longa metragem sobre amor, traição e sangue deu origem a um último número do jornal mais cultuado do Brasil. Assista e saiba como essa edição histórica foi concebida. E fique avisado: não foi rapidinho.


Não teve um desfecho de conto de fadas a história de amor
e traição, que até as rádios acompanharam, entre João
de Santo Cristo, Maria Lúcia e Jeremias


Depois de menos de dez tiros disparados, o saldo do embate era de quatro corpos estendidos no chão de terra batida.

O combate armado teve cobertura exclusiva do Notícias Populares, o único veículo jornalístico presente no local. Mas, antes até do duelo, a notícia de uma cena de velho oeste no meio do centro-oeste pegou a capital federal de surpresa e espalhou-se pelas ruas.

Mesmo a final da Taça Mané Garrincha entre Ceilândia e Brasiliense não conseguiu ofuscar o assunto. O tópico das discussões era um só: quem deveria ter ganhado a disputa.

“João sempre foi trabalhador, eu torci para ele”, revelou o aposentado Eduardo Baptista.

“Conheço o Jerê desde pequeno. Claro que estava orando por ele”, assinalou o vizinho de Jeremias, o empresário da noite, Lúcio Manoel Cândido de Albuquerque e Souza.

TRAIÇÃO.

O fato é que o triângulo amoroso teve mais contornos, mais nuances e reviravoltas do que simplesmente uma pulada de cerca. O envolvimento de Ney, pai da garota, foi determinante para a continuidade do drama.

Com uma ligação do senador Ney, Cristo foi preso e em seguida Maria Lúcia foi vista ao lado de Jeremias. “Todo mundo crucificou a Malu, chamaram ela de muita coisa pelas costas. Mas eu sei que foi só por causa dela que não mataram o João”, confessou uma amiga de Maria Lúcia que preferiu se manter anônima, com medo de retaliação por parte de traficantes e também da polícia.

Alheio aos acontecimentos do lado de fora da cadeia, quando João fugiu e pôde ver Jeremias com sua suposta namorada, não pensou duas vezes antes de ameaçar o traficante.

Maria Lúcia, que havia desistido de Santo Cristo, pensando que ele veria o Sol nascer quadrado para sempre, fez questão de comparecer ao duelo do meio da tarde, mesmo grávida.

DUELO.

Agendado de uma maneira pouco ortodoxa, o arranca rabo entre João de Santo Cristo e Jeremias aconteceu em frente ao lote 14, na Ceilândia, às duas horas da tarde de ontem.

Jeremias chegou dirigindo rápido, um pouco atrasado, mas devidamente preparado com um fortíssimo anestésico em pó. João, que estava garbosamente trajado para a cerimônia solene, preferiu manter-se focado e ainda esboçou uma entrada surpresa no campo de batalha. A estratégia de Santo Cristo era boa, mas mesmo que ela tenha sido importante para sua moral, em termos práticos, teria surtido mais efeito se o adversário estivesse ligeiramente mais sóbrio.

O ambiente árido não favorecia a Jeremias, um belisca-azulejo acostumado a sofás ergonômicos e piscinas iluminadas. Além disso, era ele que mais tinha a perder com este duelo: uma casa luxuosa, um sogro senador, um belo bigode e um filho a caminho. “Ninguém viu o Jê sair. Quando a gente se deu conta não tinha mais ninguém de pé lá, e nada do cara”, contou Eponto Lacerda, amigo íntimo do trafica.

REPERCURSSÃO.

Depois do ocorrido na Ceilândia, pouca coisa efetivamente mudou nas cercanias. A ausência de cobertura da mídia de massa e o descrédito dos atuais veículos contribuíram para que o duelo fosse tratado sem a devida importância, como se um circo tivesse chegado ao Distrito Federal, trazendo suas mulheres barbadas, seus gêmeos siameses e outras aberrações e, pouco tempo depois, guardado sua tenda e partido.

Da mesma maneira, é difícil dizer que alguém saiu vencedor da contenda. Por um lado, João de Santo Cristo disparou mais vezes. Porém, por outro, Jeremias deu o primeiro tiro no alvo.

A discussão entre certo e errado, vencedor ou perdedor, logo vai sair das ruas, e todo o sangue jorrado por esse complicado triângulo amoroso, também vai sumir da terra onde ele foi derramado.




A Rockonha, uma das festas mais conhecidas do Distrito
Federal, terminou em bafafá depois que um
penetra foi detectado e perseguido


A residência do proeminente Jeremias é palco de um evento sazonal, bem popular entre fi-lhos de membros do planalto. As Rockonhas são conhecidas por tocarem o rock do diabo e terem como tempero a erva do capeta.

Nessa noite quente, meninos e meninas estavam à beira da loucura psicotrópica, mas ainda assim conseguiram indicar o invasor, identificado como J.S.C, que alegou estar procurando sua namorada em meio a esbórnia.

O entrevero gerou discussão, que gerou empurra-empurra, que gerou o princípio de uma treta coletiva e por fim levou o bicão a fugir a pé. A vizinhança ficou um pouco alarmada, mas quem estava no fervo não pareceu se incomodar: “P***a, p**a festa da hora. Tem cerva, erva, tem pó, chá de sócapim-canela, tem de tudo”, alegou o habitué, Pique Montana.

Já os donos da festa, indignados com a invasão plebeia, chamaram amigos da polícia e partiram armados até às cáries em busca do entrão foragido.

O que seria só uma dura e um apavoro teve desfecho de filme policial, troca de tiros, briga de facções e o meliante J.S.C indo em cana.




O duelo entre João de Santo Cristo e Jeremias, que causou alvoroço
e comoção, também estabeleceu novos padrões e novas exigências
nas atribuições de um líder de narconegócios


“É assim mesmo, uma profissão como qualquer outra, tipo fiscal portuário ou advogado. Em qualquer uma delas tem concorrência”, analisou Laerte do 13, um gerente de bocada em ascensão.

Ele ainda continuou: “(sic!) Tá ligado que eu já tiro um por fora dando curso de pipoco, de nove até uns calibres mais pesados, certo? Mas tô pensando em ver esse tal de florete e sabre aí. Vai que acabam as balas”, concluiu com ambição.

Que o mercado de trabalho não está fácil para ninguém, quem vai na fila do INSS sabe bem. Mas, para quem quer se aventurar a seguir carreira no submundo do tráfico, depois dos recentes eventos, a tarefa pode ter ficado ligeiramente mais difícil.

Além dos próprios profissionais do ramo buscarem especializações por conta própria, algumas faculdades bem conceituadas pelo MEC estão estudando a possibilidade de abrir pós-graduações na área.

Cadeiras administrativas como Logística, Negociação e Gestão estão entre as candidatas, bem como práticas militares como Fuga de Cerco, o Saco e Sobrevivência na Mata.

O reitor de uma dessas faculdades cheia de moleques salta-pocinhas criados no leite com pera falou: “Existe um nicho não explorado no segmento. É um mercado global importante, que movimenta uma economia de trilhões e não pode ser simplesmente ignorado. Como faculdade presti-giosa, capacitar profissionais competentes está no nosso DNA”.

Ainda assim, alguns líderes mais conservadores como Oliver Alemão preferem manter a cautela: “Eu entendo essa euforia pela novidade, mas no fim das contas, nosso ramo depende de acabar com a concorrência, do jeito novo, ou do velho. Pouco importa”, revelou pragmático.











Depois do referendo sobre a proibição de comercialização de
armas de fogo e munições, crimes e ocorrências envolvendo
pistolas e revólveres de diversos calibres ganharam
ainda mais destaque nos noticiários.


Ademais, segundo uma pesquisa global, realizada recentemente pela Fire Weapons Safety Institution, o Brasil detém o recorde do país com mais mortes por arma de fogo no mundo.

Na construção deste recorde hediondo, algumas constatações já esperadas, como o alto índice de mortes por tiros de calibre 38, e o aumento de apreensões de pistolas sem porte. Porém, uma estatística do mercado negro de armas chamou atenção: a mítica Winchester 22 está na ativa, apavorando, principalmente, a região do Planalto Central, com mais de 20 corpos abotoados no último ano.

“Aqui a gente precisa se defender, né? Fico vendo o noticiário dizendo que o seu ministro vai ajudar, mas nada”, nos contou um marceneiro da região da Ceilândia que identificou-se como João.

Algumas áreas da sociedade, bestificadas com os dados, iniciaram manifestações histéricas de protesto. Porém, quando organizaram um grupo para a primeira marcha contra o bangue-bangue, foram rapidamente dispersados com tiros de um grupo não identificado. Os especialistas da Equipe Forense Federal dirigiram-se ao local e constataram “Foram tiros de Winchester, calibre 22”, concluiu Frederico Peritto.




Em Brasília, a filha de um senador está sob suspeita
de ter se viciado em um certo bagulho de um
certo João de Santo Cristo.


Ao saber de alguns relatos, seu pai procurou uma entidade especializada para internação imediata da jovem. Porém, sem saber, de fato, no que a garota estava viciada, eles não puderam aceitar seu enclausuramento.

Na contramão do efeito desejado pelo senador, a tentativa de cativeiro privado ganhou espaço na mídia e agora o Distrito Federal inteiro especula sobre a origem do vício e onde está esse tal de Santo Cristo, que possui dotes ou produtos com tamanha capacidade aditiva.

Em contrapartida, pessoas próximas a Maria Lúcia pensam ao contrário: “Não faço a mínima ideia do que possa ser, não tem nada que esse João ofereça que eu não possa oferecer”, atestou Jeremias em depoimento invejoso.

Sem respostas concretas, a única informação que não foi desmentida é que, sim, Maria Lúcia está viciada. O que é o bagulho de Santo Cristo, no entanto, continua uma incógnita novelesca.

De acordo com o apuramento deste jornal, vícios são vontades incontroláveis de atender algum impulso desenvolvido ou inerente à pessoa. Cada vez mais, os vícios estão no foco dos estudos antropólogico-sociais e, atualmente, existem incontáveis objetos para uma análise qualificada.




A batalha entre João de Santo Cristo e Jeremias, e sua
proporção épica, de guinadas quase Hollywoodianas
será retumbada como um advento único.


Porém, o duelo per se, foi acompanhado por muito poucos. Especificamente por Maria Lúcia, o motivo do duelo, e pelo Notícias Populares. Mais ninguém esteve in loco na rinha encarniçada.

Buscando evitar mídia desnecessária, João foi esperto ao cravar o local do duelo na Ceilândia, a 26 quilômetros de Brasília. Muitos veículos jornalísticos sequer ousaram chegar ao lugar, e outros simplesmente notificaram que perderam a hora, pois “estávamos com a pauta cheia”.

O marco zero foi um campo de futebol de várzea, delimitado com poucas pás de cal. Os adversários dispunham de parcos blocos de proteção onde poderiam buscar um encurtamento dos ângulos de tiro ou mesmo descanso.

O embate, como um todo, durou menos de dez minutos, e seu desfecho pode ser descrito como o menos satisfatório para ambos os lados.




Marco Aurélio, policial do Distrito Federal é alvo de inúmeras
acusações como envolvimento com narcotráfico, homicídios,
troca de favores, protecionismo governamental e racismo.


Depois de diversas denúncias feitas por telefone, principalmente por moradores da Ceilândia, alguns casos foram abertos, e Aurélio está no topo da lista dos indiciados por práticas não condizentes com o cumprimento da lei e da ordem. Com o nome sujo, mas ainda em liberdade, seu julgamento estava em vias de ser iniciado. No entanto, a rebelião de ontem à noite, ocorrida na prisão federal em que ainda trabalhava tiveram algumas baixas confirmadas. Suspeita-se que o nome de Marco Aurélio esteja nessa lista de potenciais presuntos. Outros nomes estão na lista de desaparecidos, entre eles, João de Santo Cristo.

Enquanto policiais tentamvam encontrar alguns fugitivos, o que ressoava na boca das pessoas era justiça. O público anseava por respostas pelos milhões de reais acumulados com propinas e desvio de verbas a mando do suposto finado.

Até mesmo alguns negociantes do submundo consideraram as manobras vis: “O que eu faço, faço porque minha família precisa. Se toda a comunidade precisasse de mim eu não encarava essa parada não”, confessou o traficante de órgãos identificado apenas como Aldo.





Amor é um divisor de águas na vida das pessoas. Esse breve período de tempo que respiramos pode ser dividido pelos estrondosos encontros e pelas exuberantes rupturas amorosas que tivermos entre nosso nascimento e última batida do coração.

Quando pensamos no início da nossa vida, poucos lembram dos primeiros passos e da colherzinha de plástico cheia de papa, que acabava no nariz em vez da boca. Alguns lembram do colo da mãe, da primeira casa e do brinquedo que o acompanhava no berço.

No entanto, boa parte dos garotos lembra quando o interesse pelo futebol do intervalo da escola passou a ser menor do que o interesse pela menina graciosa e espevitada da outra sala. Ou da mesma sala. Ou da outra série. Pouco importa, o interesse não estava mais focado em seus amigos desgrenhados que cutucavam o nariz e na artilharia do recreio.

Os grandes amores que ajudaram a construir o perfil babão-apaixonado de um homem, provavelmente foram também aqueles que ajuda-ram a desenvolver seu caráter mais mesquinho. Na hora do rompimento, nenhuma pessoa, principalmente o homem, territorialista que é, consegue ser altruísta.

Com um certo distanciamento, talvez, no colo de outra mulher, talvez. Na hora da se-paração, impossível. Ah, e hoje as mulheres estão destroçando corações como um bebê troca de fraldas, como um filme de robôs gigantes abusa de explosões. Existem meios para isso, e elas sabem usar todos eles. Todos ao mesmo tempo.

Vantagens de ser multitarefa. Enquanto nós pensamos no telefone primeiro, no mensageiro instantâneo depois, nos SMSs por último, elas tem um app que só pode ser destravado pelo duplo cromossomo X.

Mas, isso chega a ser um problema? Ou é a chance de nos aproximarmos delas? De as tratarmos melhor e mais cavalheiristicamente, como só os sonetos de bardos já fizeram? Admitam, a partir do momento que elas saíram de casa para trabalhar, nós perdemos.

Ficamos tão preocupados em fazer guerras e mostrar nosso domínio sobre outros machos alfa, beta e gama que acabamos perdendo nosso espaço em todo resto. Ninguém parou para pensar, mas esse é o principal motivo para ainda existirem guerras?

“Cara, não mando mais porra nenhuma em casa”, diz o leste. “Mano, eu não mando mais porra nenhuma no trabalho”, diz o oeste. “É, mas ainda mando em você”, supõem ambos. E essa batalha, bem oposta de quando discutem com suas companheiras, não é uma peleja com resultado certo. O que acontece a partir daí é que, a cada agente laranja, a cada napalm atirado, em qualquer ataque de antrax, em toda invasão ali-enígena que precisa ser escaramuçada, cada vez menos sobram homens no mundo, cada vez mais sobram mu-lheres e, claro, covardes que preferiram fugir do dever como contingente usando de desculpas como pé chato ou cancro mole crônico.

Uma coisa é certa, ainda não podemos ver o quanto as mulheres vão expandir sua dominação, mas, quase que ouso ficar triste por elas, que estarão sem homens a sua altura divinal.

Em vez de parceiros para a vida e cenas tórridas memoráveis, centenas de meias bombadas, como se estivessem jogando sinuca com barbante, à mercê do apetite do raparigo. Elas mereciam coisa melhor, mais requintada.

O homem, por sua vez, pode até achar que está com tudo sob controle, mas é apenas uma ilusão. Se você, caro amigo, ainda acha que sua mulher está sob seu domínio e tutela, é melhor rever os últimos dez anos da sua vida. Faça isso já, ou depois não reclame que está sendo enganado, qualquer que seja sua descoberta ela será apenas um reflexo da sua realidade seriamente distorcida.

Ser alguém é uma aspiração. Ser alguém que o seu Eu de uma realidade paralela admiraria é uma aspiração do jovem atual. Se puder ajudar o mundo com isso melhor, mas desde que ele tenha o devido reconhecimento. O senso de coletivo se perdeu, jovens não se aglomeram mais em prol do bem comum, no máximo eles montam pequenas e enxutas start ups para valorizarem o próprio passe como empreendedores visionários que um dia podem dominar o Vale do Silício.

A tentativa de ser alguém fora da sua zona de conforto pode ser considerada um desafio hercúleo, uma afronta às forças de vontade menos determinadas e, quase que em cem por cento das vezes, uma constante agonia e interminável fonte de frustração.

Um tenor da Ópera de Viena teria um enorme trabalho para ser ouvido como zagueiro e capitão, mesmo que de um time de várzea. Um ferreiro que consegue forjar mais de cento e cinquenta espadas, na mão, em um só dia, seria praticamente ignorado no simpósio internacional sobre estratégias avançadas de xadrez.

E bem embaixo de nossos narizes, existe um lugar em que esse mundo de ser alguém e o medo de sair da área de segurança é constante. Brasília, uma das maiores rendas do País encontra-se dominada por pivetes de classe A gargalhada, vinte e cinco mais, que moram com os pais (mas juram que são independentes) e que vivem em um conflito superficial. Seus papais mandam em uma nação. Juntos, os fornecedores de mesada dessa molecada criada pela avó, provavelmente poderia levar a pátria à glória, ou ao caos completo. Bem certo que não fazem uma coisa nem outra, mas teriam pujança e influência para tal.

Os rebentos juvenis, por sua vez, tomam esse poder como hereditário, e cospem verborragicamente regras sem contexto, que ouviram de algum pretenso intelectual / músico / artista influente quando moraram por 6 meses em Londres.

Eles tentaram ser alguém onde é preciso ter algo a dizer para realmente ser alguém, e falharam miseravelmente. Então eles voltaram, para onde eles não precisam de muito esforço para ser alguém.

Um misto de mediocridade, medo e de reconhecimento do que é bom. É disso que é formada uma pós-juventude perdida. Reco-nhecer algo incrível não faz da pessoa incrível, a não ser claro, que ela seja uma curadora, o que, podemos garan-tir, não é o caso da maioria dos palestrantes de baboseiras de plantão.

Sempre com as mesmas pessoas para ouvir, sempre com as mesmas ladainhas a falar, keynote speakers e público precisam achar uma forma de distorcer o que estão ouvindo, para assim parecer sempre algo dife-rente, inovador e indispensável para o crescimento de suas vidas.

Para tal, se empanturram de maconha e atolam seus narizes de pó para ninguém lhes tirar a razão, temperam suas línguas com ácido para descobrirem que suas ideias são muito loucas e vanguar-distas e bebem hectolitros todos os dias para não pensarem que poderiam estar efetivamente fazendo algo, que poderiam ser indubita-velmente relevantes, se não estivessem amedrontados, com suas calças de marcas entre as pernas. O medo que eles sentem é proporcional ao sentimento de impunidade com que convivem.

Podem falar a merda que for, fazer absolutamente nada, que é exatamente isso que a vida lhes toma: nada. Suas viagens conti-nuam garantidas, suas quase overdoses continuam avi-zinhadas no próximo final de semana e feriado, e seus propósitos continuam ser alguém, mesmo que isso esteja acontecendo onde eles sempre serão ninguém.




Ginga brazuca deixa magnata do agronegócio peruano loucão



Pablo, um peruano que vivia na Bolívia, chegou no Brasil há alguns anos com uma proposta ousada de trabalho no setor da agricultura. A área de solo aparentemente inóspita mostrou potencial para o cultivo e ele decidiu monetizar.

Mas, nas palavras do próprio Pablo, “o negócio era arriscado, dependia de muitos fatores. Se não fosse por Teresa, teria desistido, voltado para La Paz, onde eu já conhecia os processos”.

Teresa está com Pablo há tempo suficiente para saber de seu amor por arroz e feijão e por uma bela rabada. Ela também sabe que durante as reuniões de negócio, melhor não interferir.

Com o apoio de Teresa a produção começou a dar retorno, e assim que seu primo, João, entrou em contato, eles iniciaram um ambicioso plano de expansão.

Não é de hoje que as mu-lheres brasileiras estão entre as mais bonitas do mundo. E cada vez mais, os gringos que chegam no Brasil a negócios acabam aprofundando suas raízes por aqui, ficando para sempre em território nacio-nal, tudo por conta da nossa malemolência.

E Pablo não é um exemplo isolado. Já tivemos até casos de europeus que morreram de amores por transsexuais brasileiras. Ouvindo essa história Teresa riu: “É, a mulher brasileira é foda, até quando não nasce mulher ela consegue deixar os homens caidinhos”, atestou enquanto esvoaçava seus cabelos.

Senador demonstra ingenuidade ao falar da própria família


“A criação de Maria Lúcia é oriunda do TFP, Tradição, Família e Propriedade. Aqui, neste berço, temos valores que condizem com o crescimento humano e social”, profetizou o político pseudo-pedagogo, que tem em seu histórico alegações racistas e de cunho depreciativo contra civis.

No entanto, Maria Lúcia está longe do estereótipo de princesa que o pai, o Senador Ney, acredita. Fotos, flagras, envolvimento com “amigos” suspeitos e até um namorado que ela conheceu em circunstâncias questionáveis, pregam contra a opinião do parlamentar. “Ele invadiu o quarto dela, no primeiro andar do prédio pela janela”, revelou a amiga íntima Flávia Tavares.

Alheia à opinião do pai bocudo, a filha continua agindo com naturalidade. Na faculdade, seu círculo de amigos e seu desempenho não foi alterado.

Mensagens começaram a chegar, tanto em cartas para o senador quanto nas redes socias da filha rebelde. Frustrado por não poder rasgar os posts na timeline da filha, Ney ameaçou desconectar o computador de Maria Lúcia do modem.

Em nenhum lugar do mundo pais e filhos estão em simbiose perfeita. Porém, o conflito de gerações que os governos tanto temem, ao menos no nosso país, dá mostras de que já está bem encravado, dentro das casas de quem está no poder.

E aí? Como fica, senador?

O casamento de Jeremias foi uma ode às suas famosas festas



Em cerimônia secreta, realizada na sua própria casa, o traficante de renome, Je-remias, casou-se com Maria Lúcia, filha do senador Ney. O convescote íntimo, para 900 pessoas, incluiu excentricidades como biscoitos de maconha, servidos durante a sobremesa.

Ricky Simeira, o boy magia do Distrito Federal, algumas celebridades “C” e arrozes-de-festas estavam presentes, ajudando a tornar ainda mais pretensiosa a decoração com palmeiras malaias, plantadas especialmente para a ocasião. As mesas estavam ornadas com vasinhos de diversas formas que iam de ídolo do reggae a cinzeiro retrô.

Jeremias estava visivelmente satisfeito com seu terno e seu bigode bem aparado. A noiva, por sua vez, parecia abatida e melancólica, mostrando que as noites pré-nupciais podem ter sido intensas.

No entanto, a grande au-sência do evento foi a de Santo Cristo, ex-namorado de Maria Lúcia, que era esperado no momento do “Fale agora, ou cale-se para sempre”. Obviamente, o rival de Jeremias teve alguns pro-blemas na hora de escapar da cela em que se encontra. Sem imprevistos, banda e DJ se revezaram na pista, garan-tindo a animação dos convidados.

Agora, o que se ouve na boca pequena do Planalto Central é que a, agora esposa, já se encontra grávida, esperando ansiosa o primeiro filho de Jeremias.




Áries

21/3 a 20/4
A Lua transita pela oitava casa, indicando que o seu dia será de lascar. Há sinais de tensão pela manhã, podendo acarretar em ocorrências de desinteligência. Cancele seus compromissos e evite sair de casa, ou arque com as consequências astrais.

Gêmeos

21/5 a 20/6
Este pode ser o momento para selecionar melhor as amizades. Estabeleça novos objetivos de vida e priorize as prioridades. Plante uma árvore, começa a escrever um livro, faça um fi-lho. Qualquer coisa que torne essa vidinha menos ordinária.

Leão

22/7 a 22/8
Existe um provérbio greco-prussiano que afirma: a mão que frita o pastel é a mesma que coça os orifícios. Por isso, tome cuidado com as mãos que lhe são estendidas. Quando você menos esperar, pode surgir uma mão na sua cara.

Libra

23/09 a 22/10
Amanhã você vai acordar de mala cheia, mas não vai viajar. Na verdade você pode até dar um passeio, mas vai ser no máximo um rolê com os amigos. Até a volta do cometa, entre em abstinência de alcaparras para evitar verrugas.

Aquário

21/01 a 19/02
Alerta para os namorados. Muito beijo e pouca comida até podem trazer assepsia, mas também carregam problemas de nutrição. Para evitar essa preocupação prefira os paulistinhas ou acarás-bandeira. Eles sujam menos o aquário.

Capricórnio

22/12 a 21/01
O Capricórnio é basicamente uma mistura de cabrito montês, com um markhor com uma sereia. Para os nascidos sob esse zoológico, boas notícias: o Himalaia está ali-nhado com o Pacífico, logo você não vai perder o ônibus.

Touro

21/4 a 20/5
Harmonia entre Lua, Mercúrio e Vênus não vão esconder a realidade: todo nativo de Touro já nasce meio corno. Por isso, não brinque com a sorte e conte com uma boa dose de energia e disposição para lidar com indiretas e gracejos.

Câncer

21/6 a 21/7
As necessidades pessoais podem bater de frente com os interesses profissionais. E água mole em pedra dura tanto bate até que fura. O que isso quer dizer? Só o dia de hoje lhe dirá. Mas, por via das dúvidas, controle suas emoções.

Virgem

23/8 a 22/9
Você está conseguindo pensar com mais astúcia e sagacidade. Os céus te saúdam. Netuno é seu pai, Odara sua mãe. Grandes chances de ga-nhar a loteria no dia de hoje. Jogue como se não houvesse amanhã.

Escorpião

23/10 a 21/11
Desde que Plutão foi rebai-xado à segunda divisão dos planetas, escorpianos andam um pouco desestruturados. Podemos dizer que quase metade deles faliram, a outra metade apresenta histórico de doença grave.

Peixes

20/02 a 20/03
Se você não tem ascendente em Escorpião, vá nadar em mares e córregos. Com ascendente em Escorpião, evite duelos. Fique em casa mas não use a torradeira ou o secador de cabelos. Hoje, o cachorro do vizinho não é seu amigo.

Sagitário

22/11 a 21/12
O que é um Sagitário? Ninguém sabe. Mas se esse é seu signo, coloque ametistas na janela e pernilongos abatidos num saco, pendurado na porta. Vão identificá-lo como delirante e você vai economizar com alarmes de segurança.




Fotografias: todas as fotos usadas nessa edição são meras reproduções de fotogramas do filme Faroeste Caboclo ©Todos os direitos reservados. O uso da marca Notícias Populares foi gentilmente autorizado pela empresa Notícias Populares S.A., não tendo esta qualquer responsabilidade pelo material aqui publicado. O conteúdo do informe publicitário é de responsabilidade da Europa Filmes (Cannes Produções S/A) Ala- meda Itapecuru, 320 – Alphaville – Barueri, SP – CEP: 06454-080 CNPJ: 72.672.017/0001-04,
e teve seu conteúdo 100% inspirado no filme Faroeste Caboclo da Gávea Filmes, República Pureza e Fogo Cerrado, distribuido pela Europa Filmes.